96 pessoas escolheram um comportamento novo e registraram todo santo dia durante 12 semanas. 82 mandaram dados suficientes, o modelo ajustou para 62 e teve bom ajuste em 39. É desse grupo de 39 que sai o número famoso: o tempo estimado para chegar a 95% do platô de automaticidade foi de 18 a 254 dias, com mediana de 66. O estudo acompanhou 84 dias, então os prazos mais longos são projeção da curva, não medição direta.
E o achado que quase nunca é citado: falhar uma oportunidade não afetou de forma relevante a formação do hábito. A queda média de automaticidade depois de um dia perdido foi de 0,29 ponto numa escala que vai até 42, e o valor se recuperava na repetição seguinte.
O dia perdido é barato. O que é caro é a conclusão que você tira dele. A conta não fecha: você joga fora dois meses de repetição por causa de um estrago de 0,29 ponto em 42.
Fonte: Lally e col., 2010. A faixa mostra a variação estimada pelo modelo entre os 39 participantes cujos dados se ajustaram bem à curva. Nenhum número perto de 21 dias apareceu como regra.