A Regra da Sequência Caderno em PDF · 28 páginas

Ninguém desiste no dia 1. Desiste no dia 10.

Você sabe começar. Já começou dieta, academia, curso, poupança. O primeiro dia nunca foi o problema. O problema é o dia seguinte à primeira falha, e ninguém nunca te ensinou o que fazer nele.

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Dia 10: falhou. É aqui que muita gente fecha o caderno e não abre mais.

Pronto. A falha continuou existindo. A sequência também. Este caderno é sobre esse clique.

Quero o caderno Download imediato pela Hotmart. PDF para ler no celular ou imprimir.
A minha tese

Duas palavras destroem mais objetivos do que a preguiça.

era
  • Faltou o treino de terça já era
  • Pulou dois dias de estudo já era
  • Furou a dieta no jantar já era
  • Não postou na semana combinada já era

Aquele título ali em cima é a minha tese, não um resultado de laboratório. Ninguém mediu preguiça contra "já era". O que eu tenho é isto: repare no tamanho das coisas. A falha é pequena, um treino, uma noite, uma semana. O estrago vem da conclusão que aparece logo depois, e ela vem sempre no mesmo formato: se quebrou, acabou. Aí você não perde um dia. Perde o mês inteiro, e volta em janeiro.

O mecanismo por trás disso tem nome na pesquisa de comportamento. Polivy e Herman estudam há mais de quatro décadas o que acontece quando alguém em dieta quebra a própria regra: em vez de parar ali, a pessoa tende a comer mais do que comeria se nunca tivesse imposto regra nenhuma. Ver a revisão dos próprios autores · texto completo livre

O resto está aqui embaixo, com a fonte ao lado de cada afirmação.

O que está medido

Cinco trabalhos que mudaram o jeito como eu escrevi este caderno.

Não são cinco experimentos iguais: são três estudos com pessoas reais, uma meta-análise de 94 testes e um modelo clínico. Em cada ficha eu separo duas coisas que quase toda página de venda mistura: o que o trabalho mediu, e o que eu concluí a partir dele. A primeira parte é fato publicado. A segunda é minha leitura, e você pode discordar dela.

European Journal of Social Psychology2010 · Lally e col.
Fato medido

96 pessoas escolheram um comportamento novo e registraram todo santo dia durante 12 semanas. 82 mandaram dados suficientes, o modelo ajustou para 62 e teve bom ajuste em 39. É desse grupo de 39 que sai o número famoso: o tempo estimado para chegar a 95% do platô de automaticidade foi de 18 a 254 dias, com mediana de 66. O estudo acompanhou 84 dias, então os prazos mais longos são projeção da curva, não medição direta.

E o achado que quase nunca é citado: falhar uma oportunidade não afetou de forma relevante a formação do hábito. A queda média de automaticidade depois de um dia perdido foi de 0,29 ponto numa escala que vai até 42, e o valor se recuperava na repetição seguinte.

Minha leitura

O dia perdido é barato. O que é caro é a conclusão que você tira dele. A conta não fecha: você joga fora dois meses de repetição por causa de um estrago de 0,29 ponto em 42.

18 dias 66 dias (mediana) 254 dias 0 66 254 DIAS ATÉ 95% DO PLATÔ · 39 COM BOM AJUSTE

Fonte: Lally e col., 2010. A faixa mostra a variação estimada pelo modelo entre os 39 participantes cujos dados se ajustaram bem à curva. Nenhum número perto de 21 dias apareceu como regra.

Ver o estudo · doi 10.1002/ejsp.674
Nature2021 · Milkman e col.
Fato medido

61.293 membros de uma rede de academias nos Estados Unidos. 30 cientistas de 15 universidades desenharam 54 programas diferentes de 4 semanas para aumentar a frequência, todos testados ao mesmo tempo, na mesma população, com entrada na catraca como medida. 45% dos programas funcionaram, aumentando as idas semanais entre 9% e 27%. O que ficou em primeiro lugar foi o que dava uma microrecompensa por voltar à academia depois de uma falta: 0,40 ida semanal a mais por pessoa, um aumento de 27% sobre o grupo controle.

Minha leitura

Testaram lembrete, planejamento, dinheiro, prêmio por rigidez, prêmio por flexibilidade. Ganhou premiar o retorno. Se eu tivesse que escolher uma única coisa para treinar em você, seria essa: voltar na oportunidade seguinte depois de faltar.

VOLTAR APÓS FALTA CONTROLE +27% 0% (REFERÊNCIA) FAIXA DAS QUE FUNCIONARAM: +9% A +27%

Fonte: Milkman e col., Nature, 2021. Comparação contra o grupo controle, que foi à academia 1,48 vez por semana no período. O programa vencedor deu 0,40 ida semanal a mais por pessoa.

Ver o estudo · Nature 600, 478 a 483
Modelo de Prevenção de RecaídaMarlatt e Gordon
Fato descrito na literatura

Existe um mecanismo com nome próprio para o que acontece depois de quebrar um compromisso: efeito de violação da abstinência. A pessoa atribui a falha a algo interno e permanente, do tipo "eu sou fraco" ou "eu sou assim mesmo", sente culpa e vergonha, perde a sensação de controle, e é essa reação, mais do que a falha em si, que aumenta a chance do abandono total. Por isso o tratamento clínico não tenta impedir toda falha. Ele treina a resposta à falha, e trata a recaída como algo que se planeja com antecedência.

Minha leitura

Se em dependência química, que é o caso mais difícil que existe, a estratégia é planejar o retorno em vez de exigir perfeição, não faz sentido você exigir perfeição de si mesmo por causa de um treino perdido.

Ver a revisão · Larimer, Palmer e Marlatt, Alcohol Research and Health, 1999
Advances in Experimental Social Psychology2006 · Gollwitzer e Sheeran
Fato medido

Revisão de 94 testes independentes sobre planos escritos no formato "se acontecer X, então eu faço Y". O efeito médio sobre atingir o objetivo foi de tamanho médio para grande, d = 0,65. Quando o problema era especificamente descarrilar no meio do caminho, o efeito foi ainda maior, d = 0,77. Só ter a intenção, sem definir o quando, o onde e o como, rendeu menos.

Minha leitura

Decidir hoje, por escrito, o que você vai fazer no dia em que falhar é a peça mais barata do caderno inteiro. Leva dois minutos e é a única que age exatamente no ponto onde você costuma parar.

COMEÇAR GERAL NÃO DESCARRILAR d 0,61 d 0,65 d 0,77 TAMANHO DE EFEITO (D DE COHEN) · 94 TESTES

Fonte: Gollwitzer e Sheeran, 2006. Em ciências do comportamento, 0,5 já é considerado efeito médio. O maior valor apareceu justamente em não abandonar no meio.

Ver o resumo no National Cancer Institute
Personality and Individual Differences2010 · Wohl, Pychyl e Bennett
Fato medido

119 alunos do primeiro ano acompanhados ao longo de duas provas da mesma disciplina. Entre os que tinham procrastinado muito para a primeira prova, os que relataram ter se perdoado por isso procrastinaram menos para a segunda. O caminho estatístico passou pela emoção: o perdão reduziu o afeto negativo, e a queda do afeto negativo reduziu a procrastinação. É um estudo observacional, com dados autorrelatados, então mostra associação e não prova de causa.

Minha leitura

Se culpar não é disciplina. Nos dados, quem se martirizou pela falha tendeu a repetir a falha, porque o assunto ficou desagradável demais para ser retomado.

Ver o estudo · doi 10.1016/j.paid.2010.01.029
0,29Ponto de automaticidade perdido por um dia falhado, numa escala que vai até 42, no estudo de 2010
54Programas testados lado a lado em 61.293 pessoas
Lugar entre eles: recompensar o retorno depois da falta
d 0,77Tamanho de efeito (d de Cohen) dos planos se então contra descarrilar no meio. Não é 77%
Onde eu paro de ter certeza

Nenhum desses estudos testou o meu caderno.

Isso precisa estar escrito aqui, e não escondido no rodapé. Os cinco trabalhos acima são reais, estão linkados e você pode ler. Mas eles testaram peças isoladas. Ninguém pegou as 28 páginas que eu escrevi e mediu o resultado num ensaio controlado. Então segue a separação, do jeito que eu faria se estivesse explicando isto para um amigo.

Fato

O que está publicado

No estudo de 2010, um dia falhado quase não mexeu na formação do hábito. No megaestudo de 2021, premiar o retorno foi a intervenção mais eficaz entre as testadas. Na revisão de 94 testes, os planos no formato se então tiveram o maior efeito justamente sobre não descarrilar no meio do caminho. E o modelo clínico de prevenção de recaída descreve a culpa e a vergonha depois da falha como o que transforma um deslize em abandono.

Hipótese

O que é a minha aposta

Que a frase "já era" é o ponto exato onde uma falha vira abandono, e que decidir a resposta antes da falha acontecer encurta o tempo de retorno. Isso é a minha leitura juntando as peças acima. Não é lei, não é consenso e não foi medido no formato de caderno.

Teste

Como você verifica em 7 dias

Antes de começar, escreva duas frases: a sua regra de retorno, no formato "se eu falhar, então eu faço X", e o que você costuma fazer depois de falhar. Essa segunda frase é a sua referência, e por isso ela precisa estar escrita antes, não depois.

Durante sete dias, marque só uma coisa por dia: fez ou não fez. No dia em que falhar, marque também qual das duas frases você usou.

A conclusão sai assim. Se você falhou pelo menos uma vez e em todas elas voltou na oportunidade seguinte usando a regra escrita, funcionou. Se em alguma falha você voltou para a frase antiga, não funcionou. E se atravessar os sete dias sem falhar nenhuma vez, seja honesto: o teste não mediu retorno, mediu que você fez sete de sete. Aí o teste do retorno fica pendente até o primeiro dia em que você falhar, e nesse dia ele leva um dia, não sete.

Se não funcionar, peça reembolso. O prazo de garantia deste produto aparece nos Termos de Compra, na própria tela de pagamento da Hotmart. Comece no dia da compra para caber nele com folga.

O que você recebe

Um caderno para preencher, não um livro para admirar.

  • 0128 páginas em PDF. Para ler no celular ou imprimir e escrever à caneta.
  • 026 capítulos curtos. Nenhum passa de duas páginas. Dá para ler tudo numa sentada.
  • 03Exercícios para preencher. Linhas, escalas e grade semanal. Você escreve, não só concorda.
  • 04Um método de 6 peças. Curto de propósito, para você repetir de memória sem precisar reabrir o arquivo.
  • 05Um plano de 7 dias. Para quebrar o ciclo em vez de esperar segunda de novo.

Serve para treino, estudo, projeto, dinheiro, conteúdo. Qualquer coisa que você começa e larga no meio. O caderno não escolhe a sua meta, ele trata do que acontece no meio dela.

Capa do caderno A Regra da Sequência
exemplo Capítulo 2 · exercício Onde a sua sequência costuma quebrar
Quanto isso te custou (0 a 10)
exemplo Método · peça 4 A sua regra de retorno
Se eu falhar, então eu
exemplo Plano de 7 dias Grade da semana

As três páginas marcadas como exemplo são mockups ilustrativos, feitos só para mostrar o formato: linhas, escala e grade da semana. Os títulos e textos dentro delas foram inventados para o layout e não reproduzem as páginas reais do PDF. A capa é a imagem real do produto.

Antes de comprar

Prefiro que você não compre se não for para você.

É para você se

  • Você começa bem e some no meio, sempre no mesmo ponto
  • Você já tem a meta definida e o que falta é chegar até ela
  • Você prefere um método curto que cabe na cabeça a um sistema com quinze etapas
  • Você quer ver de onde vem cada afirmação antes de acreditar nela

Não é para você se

  • Você procura motivação diária e frase de efeito. Aqui não tem
  • Você quer que alguém decida a sua meta por você. O caderno assume que ela já existe
  • Você quer um curso longo com aulas. São 28 páginas e um plano de 7 dias
A conta

A falha já aconteceu. O que ainda não aconteceu é o dia 11.

Você não precisa de mais um começo. Você já provou de sobra que sabe começar. O que falta é uma resposta pronta para o dia em que der errado, escrita antes de dar errado. É isso que tem dentro deste caderno, e é curto de propósito.

Quero o caderno Pagamento, entrega e garantia pela Hotmart. O PDF chega no seu e-mail logo após a compra.

Fontes citadas nesta página

  1. Lally, P., van Jaarsveld, C. H. M., Potts, H. W. W. e Wardle, J. (2010). How are habits formed: Modelling habit formation in the real world. European Journal of Social Psychology, 40(6), 998 a 1009. onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1002/ejsp.674 (resumo livre, texto completo pago)
  2. Milkman, K. L. e col. (2021). Megastudies improve the impact of applied behavioural science. Nature, 600, 478 a 483. nature.com/articles/s41586-021-04128-4 (resumo livre)
  3. Larimer, M. E., Palmer, R. S. e Marlatt, G. A. (1999). Relapse Prevention: An Overview of Marlatt's Cognitive Behavioral Model. Alcohol Research and Health, 23(2), 151 a 160. ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6760427 (texto completo livre)
  4. Gollwitzer, P. M. e Sheeran, P. (2006). Implementation intentions and goal achievement: A meta analysis of effects and processes. Advances in Experimental Social Psychology, 38, 69 a 119. Resumo no National Cancer Institute: cancercontrol.cancer.gov (página pública do National Cancer Institute)
  5. Wohl, M. J. A., Pychyl, T. A. e Bennett, S. H. (2010). I forgive myself, now I can study: How self forgiveness for procrastinating can reduce future procrastination. Personality and Individual Differences, 48(7), 803 a 808. sciencedirect.com (resumo livre, texto completo pago)
  6. Polivy, J. e Herman, C. P. (2020). Overeating in Restrained and Unrestrained Eaters. Frontiers in Nutrition, 7, 30. Revisão dos próprios autores sobre a quebra de restrição descrita desde Herman e Mack (1975). ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC7096476 (texto completo livre)